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domingo, 10 de agosto de 2008

Rússia e Geórgia esquecem a guerra e celebram a paz no pódio em Pequim

A competição é de tiro e os países estão em guerra, mas a cena é de paz. O conflito na Ossétia do Sul não impediu que Natalia Paderina, da Rússia, e Nino Salukvadze, da Geórgia se abraçassem no pódio em Pequim. Elas aproveitaram a competição de tiro esportivo nos Jogos celebrar o espírito olímpico. O bronze de Salukvadze na pistola de ar de 10 metros foi a primeira medalha da Geórgia na competição e, após a cerimônia de entrega de medalhas, ela e Paderina se abraçaram para as fotos e trocaram beijos numa demonstração de amizade. Tudo isso um dia depois de a delegação georgiana considerar a possibilidade de deixar os Jogos, o que acabou sendo descartado pelo Comitê Olímpico.

- É uma medalha muito importante para a Geórgia, especialmente em tempos como estes. Estou muito nervosa hoje. São horas difíceis para o nosso povo - diz Salukvadze. O governo da Geórgia pediu à equipe, formada por 35 atletas, incluindo quatro brasileiros naturalizados e que jogam no vôlei de praia, que permanecesse nos Jogos apesar do conflito na província separatista da Ossétia do Sul, que já deixou pelo menos mil mortos. O Comitê Olímpico Internacional comemorou a decisão do Comitê da Geórgia de permanecer em Pequim. - O COI entende que é a decisão mais acertada, sobretudo para os atletas - disse na coletiva de imprensa a porta-voz Giselle Davies.

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Marta desencanta, meninas vencem Coréia do Norte e lideram o Grupo F

Eleita pela Fifa a melhor jogadora de futebol do mundo nos últimos dois anos, Marta desencantou nas Olimpíadas de 2008 neste sábado e ajudou a seleção brasileira feminina a vencer por 2 a 1 a Coréia do Norte, em Shenyang. Daniela Alves também marcou, e Kum Suk Ri descontou nos acréscimos.

Com quatro pontos, o Brasil lidera o Grupo F por ter mais gols marcados. Na próxima terça-feira, o time encara a fraca e eliminada Nigéria na última rodada, às 6h (de Brasília), em Pequim, e precisa apenas de um empate para ir às quartas-de-final. Os dois primeiros classificados de cada chave avançam, assim como os dois melhores terceiros lugares.

Se terminar na liderança, provavelmente a equipe de Jorge Barcellos vai encarar os Estados Unidos, que devem ficar com a segunda posição do Grupo G. Nas últimas Olimpíadas, a seleção americana ganhou a medalha de ouro vencendo as brasileiras na final. Liderada por Marta, o Brasil deu o troco na Copa do Mundo de 2007, eliminando os EUA na semifinal. As americanas fizeram até um comercial pedindo a revanche contra a seleção canarinho em Pequim.

A Alemanha, que bateu a Nigéria por 1 a 0 mais cedo, é a segunda colocada do Grupo F, também com quatro pontos. As norte-coreanas aparecem em terceiro, com três. A Nigéria, sem pontuar até agora, está eliminada. Alemanha e Coréia do Norte se enfrentam terça, em Tianjin, também às 6h (de Brasília).

Uniforme sem escudo da CBF

Agência/AP
Ronaldinho e os demais jogadores do time masculino assistem ao jogo das meninas
A seleção entrou em campo sem o escudo da CBF. A pedido do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a organização aceitou tirar o emblema da camisa, já que o regulamento do Comitê Olímpico Internacional (COI) determina que os atletas não podem participar dos Jogos com símbolos de federações nacionais no uniforme.

No domingo, o time masculino também enfrentará a Nova Zelândia sem o escudo e as cinco estrelas do pentacampeonato mundial. Mais uma vez, o time de Dunga foi ao estádio neste sábado prestigiar as meninas e levou ao delírio os torcedores em Shenyang.

Correria norte-coreana, gols brasileiros

O técnico Jorge Barcellos começou a partida com uma mudança. A zagueira Érika entrou como titular, no lugar de Andréia Rosa, que atuou contra a Alemanha na estréia. E Érika teve que suar bastante no início do jogo: as norte-coreanas corriam muito, indo para cima da defesa brasileira, mas abrindo espaço para contra-ataques.

O nervosismo marcou os primeiros minutos da seleção brasileira. Marta chegou a receber um cartão amarelo por reclamação. Assim como na estréia, o calor atrapalhava. Várias vezes, as jogadoras foram à beira do gramado beber água.

Afoita, a seleção da Coréia do Norte acabou sendo castigada pelos próprios erros, para alegria das brasileiras, que tentavam ir à frente com Marta, Daniela Alves e Cristiane.

Aos 14 minutos, o primeiro gol do Brasil nos Jogos de Pequim. Jong Ran Om recuou para a goleira Myong Hui Jon na área, Daniela Alves não desistiu da jogada e correu atrás da bola. A camisa 1 norte-coreana se enrolou, a atacante brasileira roubou a bola e abriu o placar.

Agência/EFE
Marta abraça Daniela Alves, autora do primeiro gol do Brasil nas Olimpíadas
O Brasil cresceu após o gol. E quase chegou ao segundo seis minutos depois. Marta arrancou pela esquerda e cruzou para Formiga, que deu um peixinho mas pegou mal na bola, que foi para fora.

O segundo gol saiu aos 22, com a melhor do mundo. Marta iniciou o contra-ataque no meio-campo e deu para Cristiane. A camisa 11 avançou pela esquerda, chegou perto da área e tocou para Marta, que entrou pelas costas da zagueira. A craque ganhou a dividida com duas rivais, virou-se e tocou para o fundo da rede: 2 a 0.

Aos 26, Marta teve a chance de marcar de novo, mas cabeceou para fora, rente ao travessão, depois de um cruzamento de Rosana.

Logo no início do segundo tempo, a camisa 10 teve grande chance na pequena área, mas a goleira Myong Hui Jon defendeu. Porém, a Coréia do Norte cresceu e passou a sufocar as brasileiras.

Aos 11, Son Hui Kil cobrou escanteio e quase marcou um gol olímpico, evitado pela goleira Andréia. Dois minutos depois, a zaga brasileira se enrolou e Un Gyong Ri perdeu a oportunidade de diminuir o placar.

O Brasil segurou a correria asiática até os acréscimos, mas a Coréia do Norte conseguiu descontar com Kum Suk Ri, já aos 47.

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Blake é o primeiro a vencer no tênisBlake é o primeiro a vencer no tênis

James Blake é o primeiro homem a vencer no torneio de tênis das Olimpíadas de Pequim. Por causa da chuva, o americano, número 8 do mundo, teve de esperar mais de 2h além do previsto para fazer sua estréia, mas esteve sólido em quadra e superou, por 6/3 e 7/6, o australiano Chris Guccione (90). Blake teve de suar no segundo set para chegar ao triunfo. Guccione, que se aproveitou da quadra rápida para aplicar seu saque-e-voleio, confirmou seu serviço sem problemas na parcial. No 12º game, o australiano ainda conseguiu um break point que, se convertido, lhe daria a vitória no set. Guccione, porém, errou uma devolução de segundo saque e desperdiçou a chance. No tie-break, Blake foi mais consistente. Guccione cometeu dois erros não-forçados, e o americano conseguiu duas belas passadas. Sem problema, o número 8 do mundo fechou o game de desempate em 7/3. Blake agora aguarda o resultado do jogo entre o brasileiro Thomaz Bellucci (82) e o eslovaco Dominik Hrbaty (266), que também está programado para este domingo.

Mais chuva, e estréia de Federer atrasa

Pouco depois o fim do jogo de Blake, voltou a chover em Pequim, e a rodada foi paralisada mais uma vez. Cerca de seis horas depois do horário previsto para o começo dos jogos do dia, apenas cinco partidas foram concluídas em Pequim.

A estréia de Roger Federer, inicialmente programada para acontecer por volta das 7h30m (de Brasília) deste domingo, não começará no horário e, dependendo do tempo na capital chinesa, pode ser adiada para a segunda-feira.

Confira os resultados dos jogos concluídos até agora

James Blake (EUA) 2 x 0 Chris Guccione (AUS) 6/3 e 7/6(3)
Fernando González (CHI) 2 x 0 Peng Sun (CHN) 6/4 e 6/4
Nikolay Davydenko (RUS) 2 x 0 Ernests Gulbis (LET) 6/4 e 6/2
Tomas Berdych (TCH) 2 x 0 Xinyuan Yu (CHN) 6/1 e 6/2
Guillermo Cañas (ARG) venceu Frederic Niemeyer (CAN) por 3/6, 4/2 e abandono

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A dois segundos do fim, Lituânia vence campeã olímpica Argentina

A atual campeã olímpica Argentina começou com derrota a defesa do título. Neste domingo, os sul-americanos foram derrotados pela Lituânia por 79 a 75, em partida válida pelo grupo A. Kleiza foi o herói do jogo ao acertar uma cesta de três pontos a 2,1 segundos do fim. Ginobili foi o cestinha do jogo, com 19 pontos. Na próxima rodada, terça-feira, às 11h15m, os argentinos enfrentam a Austrália. A Lituânia pega o Irã, segunda, às 22h.
Os dois times começaram a partida errando bastante no ataque. O índice de erros foi grande – chegava a 50% para a Lituânia e 30% para a Argentina nos arremessos de dois pontos. O placar baixo de 14 a 11 representou bem os 10 primeiros minutos. Uma bela infiltração de Ginobili, quando a Argentina ficou à frente do placar em 17 a 16, e uma cesta de três de Siskauskas logo em seguida eram raros momentos de bom basquete. Na metade final do quarto, porém, o jogo melhorou. A Lituânia tentava desgarrar no placar, mas Delfino mostrava eficiência e Ginobili aparecia com preciosas assistências. No final do primeiro tempo, os europeus venciam por 34 a 30. O terceiro quarto foi o mais equilibrado. Os dois times se revezavam no placar. Se o aproveitamento nos arremessos não era o ideal, a vibração das equipes compensou. Os lituanos foram para o quarto final vencendo por 51 a 45. E com uma cesta de três de Lukauskis, a Lituânia abriu 10 pontos de vantagem, faltando menos de 8 minutos para o fim.

Os europeus mostravam mais consistência e mantiveram uma diferença entre 8 e 10 pontos. Mas, faltando 2 minutos, Ginobili e Delfino comandaram a reação da Argentina, que encostou em 75 a 73. Faltando 1min34, Scola deixou tudo igual – 75 a 75. A 2,1 segundos do fim, Kleiza acertou seu terceiro de três arremessos de 3 e fez 78 a 75. No arremesso livre, a Lituânia fez mais um e sacramentou a vitória.

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Brasil vence rival fraco, mas mostra que pode dar a volta por cima em Pequim

A seleção brasileira masculina de vôlei demonstrou que é possível juntar os cacos depois de uma grande decepção. Após o quarto lugar na Liga Mundial do Rio de Janeiro, pior resultado em oito anos da “Era Bernardinho”, e uma briga durante um treino, a equipe mostrou que pode dar a volta por cima. Mesmo enfrentando uma equipe fraca como o Egito, o Brasil entrou com uma postura agressiva em quadra e venceu na estréia dos Jogos Olímpicos de Pequim por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/15 e 25/18. Foi o primeiro passo do time para o bicampeonato olímpico. Desde que Bernardinho assumiu o comando do Brasil, em 2001, a seleção acumula mais de vinte títulos, incluindo, além do ouro nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, dois Campeonatos Mundiais, duas Copas do Mundo e seis Ligas Mundiais. O técnico espera que, apesar dos acontecimentos dos últimos dias, o ciclo seja encerrado com sucesso, consagrando ainda mais os jogadores. E a vitória na estréia foi essencial para que o desejo do treinador se concretize. Postura diferente da apática nas finais da Liga Mundial

Agência/Reuters
Marcelinho e Gustavo armam bloqueio na estréia
A partida começou com uma hora de atraso em função do jogo anterior entre EUA e Venezuela, que foi para o tie-break. Como já vinha fazendo nos jogos da Liga Mundial, o técnico Bernardinho optou por deixar o meio-de-rede Rodrigão no banco e pôs em quadra o levantador Marcelinho, os ponteiros Giba e Dante, o oposto André Nascimento, os centrais Gustavo e André Heller, além do líbero Serginho. Os primeiros quatro pontos da partida foram de erros do Egito, o que deram a frente do placar para o Brasil. Um bloqueio de André Nascimento e André Heller deu o quinto ponto. Marcelinho seguiu no saque até o sexto, quando errou o serviço e o Egito rodou pela primeira vez. A partir daí, a vantagem que era de seis caiu. Os egípcios cresceram, usando bem o bloqueio e forçando o saque. Com 13 a 9, chegaram a fazer uma linda jogada: salvaram um ataque no fundo, correram para salvar a bola e contra-atacaram com eficiência. O ginásio foi à loucura. Mas Dante logo acabou com a festa ao cravar da linha de 3 metros e fazer 14 a 9. O Brasil penou um pouco no meio do set com os saques dos egípcios. Estava difícil acertar o passe, já que com a bola nova o fundamento fica complexo. Mas as demais jogadas sustentaram a seleção na frente do marcador. O bloqueio consistente com Giba e os centrais deram o set point ao Brasil, que desperdiçou ao não conseguir defender, apesar do esforço do líbero Serginho, o ataque rival. Na seqüência, porém, um golpe de vista do jogador garantiu o set: 25 a 19.

Agência/Reuters
Bernardinho e sua habitual tensão durante o jogo
No segundo set, os brasileiros deram continuidade ao que fizeram no período anterior. Apesar da dificuldade no passe, os demais fundamentos funcionaram com eficiência. O tão cobrado bloqueio apareceu com Gustavo, jogador que nas finais da Liga Mundial esteve apagado. Na verdade, a principal diferença, não só nele, mas na equipe, foi a postura. Agressivos, os jogadores deixaram de lado a apatia que tomou conta no fatídico fim de semana dos dias 26 a 27 de julho e jogaram o conhecido vôlei do Brasil. Assim, fecharam em 25 a 15.

O terceiro set foi o mais fácil de todos. Depois do nervosismo da estréia no primeiro período, o Brasil foi se acertando ainda mais em quadra e dificultando a vida do Egito. Marcelinho conseguiu distribuir bem as bolas, tirando o ataque do bloqueio. Neste momento da partida, o passe já não era problema. Serginho e Giba estavam certinhos na posição de recepção. Com 11 a 8 no placar, o técnico Bernardinho substituiu André Heller por Rodrigão. Bruninho e Anderson também entraram na inversão de 5-1, saindo André Nascimento e Marcelinho. Com a seleção brasileira rendendo bem em quadra, 20 a 15, Murilo entrou no lugar de Dante. O levantador deu o 23º ponto para o Brasil ao fazer um ace. Um triplo bloqueio da seleção encerrou em 25 a 18.

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Márcio e Fábio Luiz vencem, e Brasil segue 100% nos Jogos de Pequim

A pequena, mas barulhenta, torcida brasileira presente na Arena de Chaoyang fez a festa. Márcio e Fábio Luiz não sentiram a pressão de seu primeiro jogo nas Olimpíadas de Pequim e venceram os italianos Lione e Amore com facilidade por 2 a 0, com duplo 21/18.Com a vitória, os brasileiros ganharam moral para o seu próximo confronto, contra os austríacos Doppler/Gartmayer, na próxima terça-feira, às 2h (de Brasília). No mesmo dia, às 10h, os italianos encaram Barsouk e Kolodinsky, da Rússia.


Erros de rivais facilitam a vida de brasucas Diante de adversários sem entrosamento - parceiro de Lione, Varnier se machucou e foi substituído por Amore - Márcio e Fábio Luiz começaram arrasadores. Estreante em Olimpíadas, Fábio Luiz foi um verdadeiro paredão. Perdidos em quadra, os italianos só começaram a encaixar seu jogo no fim da parcial, mas era tarde demais: apesar de alguns erros de Fábio Luiz, vitória brasileira por 21 a 18. A reação animou os italianos, que voltaram para o jogo bem mais concentrados. Do lado brasileiro, o oposto: Márcio e Fábio Luiz desperdiçaram boas chances de contra-ataques e deixaram os adversários ficarem em vantagem no placar. No entanto, com uma bola para fora de Lione, os favoritos empataram em 11 a 11. Foi a deixa para a recuperação brasuca, com destaque para as defesas de Márcio. E foi justamente o cearense quem conseguiu um belo ace para fechar o set por 21/18 e o jogo por 2 a 0.

Confira todos os resultados desta rodada: Walsh e May (EUA) 2 x 0 Saiki e Kusuhara (JAP) - 21/12 e 21/15 Xu e Wu (CHI) 2 x 0 Gosch/Horst (AUT) - 21/16 e 21/15 Schwaiger/Schwaiger (AUT) 2 x 0 Karantasiou/Arvaniti (GRE) - 21/18 e 21/18 Renata/Talita (BRA) 2 x 1 Candelas x Garcia (MEX) - 18/21, 21/16 e 15/8 Márcio e Fábio Luiz (BRA) x Lione e Amore (ITA) – 21/18 e 21/18 Fernandez e Peraza (CUB) 2 x 0 Nila e Ingrid (AUT) - 22/20 e 21/19

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Bicampeão mundial João Derly chora, pede desculpas e reclama dos juízes

A última imagem de João Derly em Pequim foi de um choro contido. Quando se preparava para deixar o ginásio da Universidade de Ciência e Tecnologia, ele aceitou o pedido de um autógrafo para uma fã, pediu desculpas a ela e depois não resistiu às lágrimas. Bicampeão mundial e uma das maiores esperanças de medalha do Brasil em Pequim, ele lamentou a derrota para o português Pedro Dias. - Fico procurando alguma coisa que tenha feito de errado, mas isso é esporte. A gente entra sem saber quem vai vencer. Achei que eu poderia ir melhor aqui. Fico triste de não disputar uma medalha e sair assim - disse. João elogiou o estilo de luta do português. Disse que não conseguiu encaixar seu jogo desde o começo do combate e também fez críticas aos juízes. - Nunca gostei de botar culpa nos juízes, mas eles tiveram alguns erros na luta. E eu poderia ter compensado isso de alguma forma e acabei me enrolando - disse ele, que falou que seu rival poderia ter sido punido por falta de combatividade no início da luta. O brasileiro contou ainda que ficou 'desesperado' nos segundos finais da luta, quando tentou reverter a vantagem do português. E fez uma crítica de sua atuação. - A gente tira lições quando perde e quando ganha. Eu tenho que impor mais o meu jogo. Sou agressivo e hoje estava mais acanhado - disse.

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Em dia de Ronaldinho Gaúcho, Brasil goleia Nova Zelândia e está classificado

Sem escudo da CBF, as cinco estrelas e a camisa amarela, a seleção brasileira vestiu o uniforme todo azul e apostou no talento de Ronaldinho Gaúcho neste domingo. Deu certo. E muito. O camisa 10 deu show em Shenyang, marcou duas vezes e comandou a equipe na goleada por 5 a 0 sobre a Nova Zelândia, que garantiu a classificação às quartas-de-final do torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Após uma estréia difícil contra a Bélgica (1 a 0), o time de Dunga fez um excelente primeiro tempo e manteve o ritmo no segundo. De quebra, contou com um camisa 10 inspirado por 90 minutos, viu Alexandre Pato desencantar, achou em Marcelo uma boa opção de ataque e mostrou que é forte candidata à inédita medalha de ouro. Além de Ronaldinho, Anderson, que também teve boa atuação, Pato e Rafael Sobis marcaram. Os chineses retribuíam com gritos de "ohhh" a cada jogada de efeito dos craques. Trilha sonora de espetáculo.

Na liderança do Grupo C, a seleção soma seis pontos. China (um ponto) e Bélgica (zero) jogam ainda neste domingo, também em Shenyang. Se terminar em primeiro lugar, o Brasil enfrentará o segundo do Grupo D, que tem Itália, Camarões, Coréia do Sul e Honduras. Caso fique na segunda posição, encara o líder da chave da Azzurra.

Na quarta-feira, a equipe de Dunga enfrenta os chineses, em Qinhuangdao, às 8h45m (de Brasília). Se a China vencer os belgas neste domingo, a partida decidirá a liderança do Grupo C. O jogo terá transmissão ao vivo da Rede Globo e do SporTV e acompanhamento em Tempo Real no GLOBOESPORTE.COM.

. Veja a galeria de fotos com as melhores imagens da partida


Ronaldinho deita e rola em campo

Agência/AP
Ronaldinho e Diego abraçam Anderson, sentado no chão, após o primeiro gol
A seleção precisou de apenas dois minutos para abrir o placar, com bela ajuda da zaga neozelandesa. Nelsen tocou para um companheiro na entrada da área, mas Diego foi mais esperto, roubou a bola e tocou para Anderson. O ex-gremista bateu de primeira e o goleiro Spoonley defendeu. No rebote, Anderson teve que tentar mais duas vezes para conseguir colocar a bola para dentro.

O gol deixou o time de Dunga bem mais solto. A fragilidade do rival também ajudava, e Ronaldinho aproveitou para ganhar ritmo de jogo e fazer a festa da torcida com lances bonitos. Marcelo e Diego também se destacaram, sendo boas opções no ataque.

Para compensar a falta de técnica, a Nova Zelândia tentava se fechar na zaga. Em ataques do Brasil, até nove neozelandeses, sem contar o goleiro, ficavam na área. Aos 24, Anderson tentou furar o bloqueio com um chute de longe, mas a bola passou perto.

Aos 33, o segundo gol brasileiro. Ronaldinho deu excelente passe para Marcelo na esquerda, o lateral cruzou, Pato se antecipou bem e tocou, com estilo, de cabeça para fazer 2 a 0.

Na comemoração, o ex-colorado fez o famoso coração com os dedos, procurou uma câmera de TV e dedicou o gol ao pai, Geraldo, já que neste domingo comemora-se os Dias dos Pais.

Cinco minutos depois, a jogada mais bonita do primeiro tempo. Pena que foi anulada, por impedimento. Ronaldinho deu dois dribles desconcertantes pela esquerda, olhou para um lado e tocou para o outro, achando Pato na área. O atacante cruzou e Diego marcou, mas o árbitro, corretamente, deu posição irregular do atacante do Milan. Nas cadeiras, o time feminino dos Estados Unidos aplaudiu muito Ronaldinho.

Quando o segundo tempo começou, elas tiveram mais motivos ainda para saudar o camisa 10. Aos nove, o craque iniciou jogada que terminou em falta em Marcelo. Ronaldinho cobrou direto, rasteiro, a bola passou por todo mundo e entrou: 3 a 0. A garotada comemorou muito o gol com o camisa 10, capitão e jogador mais experiente do time.

Aos 16, o novo craque do Milan deitou e rolou, sempre pela esquerda. Primeiro, trocou passes com Marcelo. Depois, tabelou com Anderson, que devolveu de cabeça, entrou na área e foi derrubado por Sam Jenkins. Pênalti. Ronaldinho cobrou bem, no canto direito de Spoonley, e fez o quarto do Brasil.

Dez minutos depois, Dunga colocou Thiago Neves e Rafael Sobis em campo, tirando Diego e Pato. Um pouco antes, Rafinha deu lugar a Ilsinho. Sobis teve sua chance aos 32, em mais uma de Ronaldinho. O camisa 10 lançou do meio-campo, o atacante do Bétis entrou pela zaga e tocou pelo alto, por cima do gol. Três minutos depois, oportunidade para Thiago Neves, que pegou fraco em chute de fora da área, para defesa do goleiro. Aos 47, Sobis fez o seu, aproveitando passe dentro da área e tocando na saída de Spoonley: 5 a 0, fecharam-se as cortinas.

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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Seleção masculina inicia a luta pelo inédito ouro olímpico


Com os holofotes virados para Ronaldinho Gaúcho, o Brasil estréia contra a Bélgica nesta quarta-feira

Cinco vezes campeão mundial, o Brasil entra em campo nesta quinta-feira, às 6h (horário de Brasília), no estádio de Shenyang, na China, para iniciar pela 11ª vez a luta pelo ouro olímpico. Até hoje, a seleção só conquistou três medalhas. Prata em 1984 e em 1988. E bronze em 1996. O adversário é a perigosa Bélgica, que eliminou equipes tradicionais da Europa para se classificar e tem um time alto e forte. Ainda estão no Grupo C a China e a Nova Zelândia. A Rede Globo e o SporTV transmitem ao vivo a partida, que terá também o acompanhamento em Tempo Real pelo GLOBOESPORTE.COM.

A frase já virou clichê: "É o único título que falta ao futebol brasileiro". Na verdade, o tabu incomoda. Craques nunca faltaram nas Olimpíadas. Nada menos do que 17 campeões mundiais - Aldair, Bebeto, Dunga, Gerson, Jorginho, Juninho Paulista, Lucio, Luizão, Rivaldo, Roberto, Roberto Carlos, Romário, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Taffarel, Vavá e Zózimo - já tiveram a chance de conquistar o ouro. Mas falharam. Agora, em um dos raros momentos olímpicos do futebol, Ronaldinho Gaúcho terá uma segunda chance. Apenas outros dois brasileiros tiveram esta sorte: o lateral Luís Carlos Winck (prata em 1984 e em 1988) e o atacante Bebeto (prata em 1988 e bronze em 1996).

Na primeira tentativa, Ronaldinho fracassou. Em 2000, a seleção foi eliminada de forma vergonhosa por Camarões nas quartas-de-final. Com dois jogadores a mais em campo, perdeu com um "gol de ouro" na prorrogação. Agora, ele tenta a volta por cima. Um novo rumo na carreira. Após a Copa do Mundo de 2006, o então melhor jogador do mundo começou a descer a ladeira. As más atuações, as noitadas fora de campo... E a idolatria no Barcelona acabou. Afastado e sem jogar por cinco meses na última temporada, acabou negociado para o Milan por míseros US$ 32 milhões (cerca de R$ 51 milhões). Menor do que o Manchester City, da Inglaterra, pagou ao CSKA, da Rússia, pelo ex-corintiano Jô na mesma época: US$ 38 milhões (aproximadamente R$ 60 milhões).
Desvalorizado, Ronaldinho Gaúcho voltou a respirar ares de "pop star" na Ásia. Em Cingapura e no Vietnã, onde a seleção olímpica fez a preparação, o assédio ao craque foi enorme. Na China, nada mudou. Ele é a estrela. Apesar da má fase em campo nas últimas duas temporadas, o craque ainda está em alta no Oriente. Ronaldinho anuncia sete marcas na Ásia e tem mais de 100 produtos licenciados no continente. Um calor humano que ajudou o camisa 10 a reencontrar a motivação.

- Foi muito diferente. Todo muito queria me tocar. Foi uma das vezes que fiquei muito próximo dos torcedores. É bom receber esse carinho. E quero retribuir. Trabalhei forte para chegar bem às Olimpíadas - disse.

Ronaldinho será o único jogador acima dos 23 anos da seleção brasileira em campo nesta quarta-feira contra a Bélgica. Robinho não foi liberado em cima da hora pelo Real Madrid. E o zagueiro Thiago Silva está machucado. Breno entra no time para formar a zaga com Alex Silva.

Nesta terça-feira à noite, a seleção teve uma boa notícia. O acordo com o Schalke 04 e o Werder Bremen para a liberação de Rafinha e Diego. Os dois corriam o risco de serem obrigados a voltar aos seus clubes após o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) decidir a favor da reivindicação apresentada por eles contra o pronunciamento da Fifa que os obrigava a ceder os jogadores, por serem menores de 23 anos. Os dois vão estar em campo.

A Bélgica volta aos Jogos Olímpicos após 80 anos. A última participação do país europeu tinha sido em 1928, em Amsterdã. Ao contrário do Brasil, a seleção já conquistou uma vez o ouro olímpico. Foi em 1924.

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Nadal encontra maneira alternativa de passear pela vila olímpica em Pequim

Futuro número 1 do mundo empresta veículo pessoal para se movimentar

Rafael Nadal descobriu uma maneira incomum e eficiente para se locomover entre a vila olímpica e o Centro de Tênis, onde serão disputadas as partidas da modalidade nos Jogos Olímpicos de Pequim.

O futuro número 1 do mundo (assumirá a ponta do ranking no dia 18 deste mês) pegou emprestado um Segway, veículo elétrico que se assemelha a um patinete, e o utilizou como transporte para ir treinar nesta quarta-feira.

O "brinquedo" se mostra muito útil, já que o espanhol ganha tempo e economiza energia. Nadal vem de uma estafante seqüência de torneios - nas últimas duas semanas, jogou os Masters Series de Toronto e Cincinnati - e embarcou para Pequim no último domingo. Ao fim dos Jogos, ele voltará para a América do Norte, onde disputará o US Open.

- Estou mais casado do que normalmente. Joguei muitas partidas, mas tenho certeza de que estarei bem dentro de alguns dias - diz, em seu site.

O torneio de tênis nos Jogos Olímpicos tem seu início marcado para a próxima segunda-feira.

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Em Pequim, Diego Hypolito confirma que competirá tanto no solo quanto no salto

O brasileiro Diego Hypolito fez nesta quarta-feira o treino de pódio, em que os atletas apresentam as séries que utilizarão nas Olimpíadas. Conforme tinha antecipado, ele confirmou que competirá tanto no solo quanto no salto. Este último, porém, será como um “aquecimento”.
Diego concentrará seus esforços no solo, aparelho em que é bicampeão mundial. Sua nota de partida será 16,70. O ginasta acredita que, se ganhar 16,30, conquistará a medalha de ouro. Para as eliminatórias, ele poupou sua acrobacia mais famosa, o “Hypolito”.
- Estou ansioso. Quero que chegue logo. Na final, vou dar uma melhorada na série – diz Diego à TV Globo.

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Em Pequim, Diego Hypolito confirma que competirá tanto no solo quanto no salto

O brasileiro Diego Hypolito fez nesta quarta-feira o treino de pódio, em que os atletas apresentam as séries que utilizarão nas Olimpíadas. Conforme tinha antecipado, ele confirmou que competirá tanto no solo quanto no salto. Este último, porém, será como um “aquecimento”.
Diego concentrará seus esforços no solo, aparelho em que é bicampeão mundial. Sua nota de partida será 16,70. O ginasta acredita que, se ganhar 16,30, conquistará a medalha de ouro. Para as eliminatórias, ele poupou sua acrobacia mais famosa, o “Hypolito”.
- Estou ansioso. Quero que chegue logo. Na final, vou dar uma melhorada na série – diz Diego à TV Globo.

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Bruninho entra pela primeira vez em um ginásio olímpico

Encontro de gerações em Pequim. Enquanto o atacante Tande assiste aos treinos da Seleção Brasileira da posição de comentarista, o levantador Bruninho entra pela primeira vez em um ginásio olímpico. Nesta quarta-feira, a equipe comandada pelo técnico Bernardinho fez o reconhecimento da quadra do Ginásio da Capital já pensando no primeiro jogo contra o Egito no próximo domingo. Para Bruninho, a visita foi especial.
- Há quatro anos, estava torcendo pelos meus ídolos pela televisão e jamais imaginei que hoje estaria aqui. É o sonho de todo atleta. Só estive presente em Jogos Olímpicos em Sydney 2000. Lembro como se fosse hoje da derrota para a Argentina nas quartas-de-final. Aquilo ficou marcado na minha memória - comentou o levantador. Apesar de deslumbrado com a magnitude da Vila Olímpica, Bruninho promete não perder o foco em seu objetivo: a conquista da medalha de ouro. Para Tande, o levantador está no caminho certo. - Sei como o Bruno deve estar se sentindo nesse momento. É tudo maravilhoso. O ideal é curtir cada momento, não pensar muito e estar sempre alegre por viver essa oportunidade única. A primeira vez que entrei em quadra senti um nervosismo muito grande, mas a magia dos Jogos é maior do que tudo – lembrou o ex-jogador, campeão olímpico em Barcelona-1992.

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Prédio com cara de proibido será sede olímpica dos chineses paulistas

Logo de cara, a fachada da Associação Cultural Chinesa do Brasil em São Paulo impõe uma sensação de censura, comum no país asiático. As fortes grades de aço e a conversa em tom de desconfiança por interfone, com uma pessoa que mal fala o português, só reforçam a impressão de que ali existe algo proibido. Mas todo esse clima acaba quando Liu Wei Ye, uma simpática senhora de 53 anos, aparece com um molho de chaves na mão para abrir o superprotetor portão. Ela pede alguns minutos e inicia um papo por telefone em mandarim. A princípio até parece uma discussão, mas após alguns sorrisos é possível perceber o tom amistoso. Assim que desliga e entende que a pauta é sobre os Jogos Olímpicos de Pequim, Liu Wei Ye faz questão de mostrar todos os detalhes da Associação Cultural Chinesa e também falar do cronograma do local durante a competição. O prédio de dois andares na Rua Tamandaré, 156, na Liberdade, promete ferver neste mês de agosto.

CONFIRA GALERIA DE FOTOS DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL CHINESA - As pessoas que não têm os canais em casa para acompanhar a competição virão aqui para a Associação. Temos uma televisão aqui com 12 canais chineses e funcionamos 24 horas. É comum o pessoal da comunidade chinesa em São Paulo vir aqui para se divertir – conta a secretária Liu, no Brasil há seis anos.

Leandro Canônico/GLOBOESPORTE.COM
Liu Wei Ye está no Brasil há seis anos
A chinesa de Tianjin, a 30 minutos de trem de Pequim, porém, pretende acompanhar a abertura das Olimpíadas no evento “Casa de Beijing”, que será realizado de 8 a 24 de agosto (mesmo período dos Jogos) no Memorial da América Latina. No local acontecerão muitas coisas relacionadas à cultura da China. Com sede em São Paulo desde 1981, a Associação Cultural Chinesa do Brasil é como um porto seguro para os imigrantes que vivem na capital paulista. No local, as pessoas costumam se reunir para ler livros, ver televisão, comer pratos típicos, jogar tênis de mesa, cantar em um karaokê e estudar mandarim. Existe também um curso, realizado uma vez por mês, para o chinês que quer aperfeiçoar o português. É gratuito, à exceção do material didático. Também à disposição dos imigrantes estão aulas de kung-fu, tai chi chuan, massagens e até mesmo serviço de advogados. Nada disso é cobrado. Segundo Liu Wei Ye, o prédio onde está instalada a Associação Cultural Chinesa é da Prefeitura de São Paulo. Atualmente, eles se mantêm com o auxílio dos mensalistas. A secretária não sabe precisar o número de contribuintes, mas a ajuda gira em torno de R$ 2 mil. De acordo com o consulado, há na capital cerca de 150 mil chineses.

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Marta: 'Estava mais calor do que lá em Alagoas'

Jogar no futebol sueco tem causado algumas mudanças nos costumes da camisa dez da seleção brasileira de futebol feminino, Marta. Após o empate em 0 a 0 com a Alemanha, na estréia do time nas Olimpíadas, a melhor jogadora do mundo fez uma queixa pouco habitual, principalmente para quem nasceu no nordeste do Brasil. - Estava mais calor do que lá em Alagoas. Se o jogo fosse lá, no mesmo horário, estaria mais tranqüilo para jogar. Mas é por causa do sistema de cobertura, que dificulta a entrada do ar – diz. Apesar do empate ser considerado um bom resultado, já que a seleção alemã é a atual campeã do mundo, Marta deixou o campo insatisfeita. Ela lamentou as chances desperdiçadas e acredita que o Brasil teve mais chances de vencer a partida do que as rivais européias. - Faltou sorte para marcar gols, mas jogamos bem. São duas grandes equipes e nossos jogos são decididos sempre no detalhe. Fizemos jogadas com claras chances de marcar. No primeiro tempo elas estiveram melhores, e nos erramos muitos passes. Mas no segundo tempo acertamos o time – afirma. A seleção feminina volta a campo no próximo sábado, às 8h45m de Brasília, quando enfrenta a Coréia do Norte, líder do Grupo F.

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Werder Bremen e Schalke liberam Diego e Rafinha, mas exigem seguro da CBF

Os clubes alemães Werder Bremen e Schalke 04 liberarão Diego e Rafinha, respectivamente, para os Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, mas exigem que a CBF faça um seguro adequado em caso de lesão no torneio olímpico.

A entidade afirmou que a entidade vai cumprir as exigências dos dois clubes sem problema algum.Os dois clubes emitiram nesta quarta-feira um comunicado comum, após o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) decidir a favor da reivindicação apresentada por eles contra o pronunciamento da Fifa que os obrigava a ceder os jogadores, por serem menores de 23 anos.
Ambos poderão jogar pela seleção brasileira se a CBF cumprir este requisito, anunciou o diretor de futebol do Werder Bremen, Klaus Allofs. No comunicado oficial, o clube alemão revela que já teria enviado uma fax a entidade presidida por Ricardo Teixeira.Anteriormente, a Liga Alemã de Futebol (DFL, em alemão), entidade que organiza o campeonato local, comemorou a decisão do TAS a favor das reivindicações de Schalke 04 e Werder Bremen, além do Barcelona, em relação ao atacante argentino Lionel Messi

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Ana Paula embarca confiante para se juntar a Larissa em Pequim

A jogadora Ana Paula embarcou na tarde desta terça-feira para Pequim, onde substituirá Juliana nos Jogos Olímpicos. Ela, que fará dupla com Larissa no vôlei de praia, ficou sabendo da desistência de Juliana apenas nesta manhã, e teve que correr para aprontar tudo em tempo de viajar. Ana Paula, que conseguiu o visto no caminho para o aeroporto, deve chegar na capital chinesa na sexta-feira e estrear já no sábado. Ela, que tem 20 anos de carreira dedicados ao vôlei brasileiro, espera minimizar os efeitos da falta de entrosamento e do fuso horário com sua experiência. - A experiência vai me ajudar muito nessa hora, pois são 20 anos representando o Brasil. Para ganhar entrosamento, vamos ter que conversar. Jogamos tantas vezes contra que nos estudamos muito, e ficamos nos conhecendo bastante. Não vai ser difícil a interação. Felizmente ainda tem o friozinho na barriga. Se ele não existisse, era hora de parar. Foi uma bomba que caiu lá em casa hoje, eu não esperava. Tinha passagem comprada para viajar para Los Angeles - afirma a atleta, de 36 anos.


Ana Paula lembrou que a união das atletas poderá fazer a dupla ficar ainda mais forte na luta pela medalha olímpica.

- Acho que vamos fazer um time forte. A Juliana vai ficar lá, e como a Shelda vai estar com o coração lá, vamos ser quatro contra o resto. As favoritas são Walsh e May, mas o nível hoje é tão alto que temos sete ou oito times que podem brigar em Pequim - analisa.

A jogadora disse que teve de convencer o filho Gabriel, de sete anos, de que a viagem para os Jogos era muito importante para ela e para o país.

- Cheguei há dois dias da Áustria. Meu filho não queria que eu fosse para a China e chorou, aí tive que sentar e explicar para ele a importância das Olimpíadas. Tenho que aproveitar as oportunidades, então disse para ele que estava indo para ajudar uma pessoa necessitada e o Brasil.

Agência/AGENCIA ESTADO/AE
Ana Paula diz que recebeu o seu visto de viagem já a caminho do aeroporto
A atleta afirmou que esta pode ser a sua última edição dos Jogos, mas preferiu deixar no ar a possibilidade de lutar por mais um ciclo olímpico.

- Pode ser a minha última edição das Olimpíadas, vamos ver. Tinha vontade de tentar mais uma, mas conversei com a Shelda e ela disse que não agüenta. Vamos ver o que acontece - diz Ana Paula, que já foi a duas Olimpíadas no vôlei de quadra (Barcelona-1992 e Atlanta-1996) e uma no vôlei de praia (Atenas-2004).

Ana Paula afirmou que a correria foi tanta que ainda não sabe o planejamento para a estréia nos Jogos.

- Não sei de nada. A única coisa que eu fiz, e mal, foi a minha mala - encerra

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Ronaldinho x Messi: duelo é visto como principal atrativo no futebol

A imprensa espanhola está animada com um possível duelo entre Ronaldinho Gaúcho, do Brasil, e Lionel Messi, da Argentina, na disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim. O embate dos jogadores é visto como o principal atrativo do futebol masculino. O “Mundo Deportivo” lembra que os "líderes de suas seleções" também representam o passado e o presente do Barcelona. As duas equipes são apontadas como favoritas ao ouro olímpico. A publicação lembrou que o Brasil, apesar de pentacampeão mundial, nunca conquistou o ouro em olimpíadas. A publicação lembra que algumas seleções africanas, como Camarões, Costa do Marfim e Nigéria podem ser surpresas. A participação (ou não) de Messi nos Jogos teve mais um capítulo nesta quarta. Mesmo após o TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) informar que o Barça teria o direito de chamar de volta o seu jogador, o presidente da Federação Argentina de Futebol (AFA), Julio Grondona, garantiu a presença do craque em Pequim. Ele disse que foi o próprio atleta que o comunicou desta decisão.

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domingo, 3 de agosto de 2008

VÍDEO: Atletismo brasileiro busca medalhas em Pequim

Maurren Maggi e Fabiana Murer são duas das estrelas candidatas a brilhar nos Jogos Olímpicos



Com 13 medalhas, o atletismo é o segundo esporte que mais deu medalhas para o Brasil em Olimpíadas. Em 2008, Fabiana Murer, Jadel Gregório, Maurren Maggi e a equipe do revezamento 4 x 100 metros rasos são candidatos a voltar das olimpíadas de Pequim com ouro, prata ou bronze no peito.

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Dono do número do azar, Thiago Silva fica fora no primeiro treino na China

Thiago Silva não se considera supersticioso. Mas ele vai usar nas Olimpíadas de Pequim a camisa "4", que, na China, é considerada o número do azar. Coincidência ou não, o zagueiro foi o único a ter um problema médico durante a aclimatação na Ásia e não participou do primeiro treino da seleção em Shenyang, onde o Brasil estréia contra a Bélgica, na próxima quinta-feira.

Ele está com um problema na panturrilha por causa de uma pancada no amistoso diante do Vietnã, quando deixou a partida ainda no primeiro tempo. Na China, o número "4" não é visto com bons olhos pela população. Tanto em mandarim como cantonês, as duas línguas mais faladas na China, a palavra tem o mesmo som do verbo morrer. Por isso, vários prédios não tem o quarto andar, por exemplo. Nem o 14º ou o 24º... Os celulares com dígitos "4" no número são mais baratos. Ninguém casa no dia 4 de abril. A superstição é tão grande que recentemente a maior empresa de táxi de Xangai teve de tirar de circulação carros com placas contendo o número durante a semana de vestibulares no país devido às reclamações de pais de vestibulandos que viajaram em veículos com o número e não foram bem nas provas.

Pela programação da CBF, Thiago Silva ficaria no hotel que serve como Vila Olímpica fazendo tratamento com o fisioterapeuta Odir de Souza. Por enquanto, o jogador está em observação para a estréia e não preocupa a comissão técnica.

- Já tive uma melhora grande e estou considerando que vou estar pronto para a estréia. A cada momento eu sinto uma evolução muito grande - diz Thiago.

A seleção brasileira está no Grupo C ao lado de Bélgica, China e Nova Zelândia. Os dois primeiros colocados da primeira fase se classificam para as quartas-de-final.

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